Uma simples questão de matemática - Siena Tetrafuel

O Siena Tetrafuel é uma interessante e bem desenvolvida proposta de multicombustível

Diego Ortiz

Rio - A economia gerada pelo uso de GNV é o maior atrativo do Fiat Siena 1.4 Tetrafuel. Mesmo com o preço do gás natural veicular subindo em ritmo acelerado, simples contas de somar, multiplicar e dividir indicam que, para quem roda bastante, o GNV ainda é um dos mocinhos. Dependendo da pressão do posto de abastecimento, os 13m³ totais dos cilindros do Siena respondem por 139 km ou 153 km de autonomia, com o custo por quilômetro rodado a 9,2 centavos de real ou 10,6 centavos de real, respectivamente.

Números muito mais baixos que os 25,3 centavos do preço do abastecimento com álcool. Fora a clara vantagem na hora de encher o tanque — ou os cilindros —, o Siena Tetrafuel apresenta dois outros atrativos, que são a autonomia total e o desempenho. Cheio de álcool e GNV, opções mais vantajosas para o bolso, o modelo é capaz de rodar aproximadamente 542 km sem abastecer, fato que permite ir para São Paulo e ainda rodar por lá um pouco sem parar em nenhum posto. Já no quesito desempenho, o sedã compacto, por ser convertido de fábrica, mostra muito mais disposição que os modelos alterados em lojas especializadas. Isso também pode ser confirmado com uma simples conta matemática: o motor 1.4 Flex do Siena gera 81 cv com álcool e 68 cv com GNV, ou seja, uma perda de 17% de potência. Nas convertedoras, mesmo com o variador de pressão, a queda de força é de 25%, em média.

O preço do Siena Tetrafuel também deve ser levado em consideração na hora da compra. Ele custa R$ 45.280 e é R$ 2.654 mais caro que a versão 1.4 Flex com o mesmo nível de equipamentos. Nas convertedoras, um kit com cilindro de 13 m³ igual ao do Siena sai por R$ 1.849, ou seja, uma diferença de R$ 805 que permite rodar mais 8.750 km com gás natural. Essa dessemelhança é importante, mas, dependendo do perfil do consumidor, pode ser menos valiosa que os 8% a mais de potência e o desgaste menor dos componentes do motor causado pela transformação de fábrica.

Enfim, comprar um Siena Tetrafuel é mais uma questão racional que emocional, diferentemente do que se observa na maioria das vendas de automóveis no Brasil. Embora, para também atrair os mais emotivos, o modelo ostente o belo visual da nova geração, recheio completo, qualidades dinâmicas interessantes e novos frisos cromados que brilham aos olhos e cativam a mente.

ELETRÔNICA ESCOLHE COMBUSTÍVEL

O Fiat Siena Tetrafuel é o primeiro veículo do mundo a rodar com quatro combustíveis. Na verdade, apenas três são usados no Brasil: álcool, gasolina e GNV. O outro é a gasolina pura, que não recebe os 25% de álcool como a brasileira, e é vendida em outros países da América Latina. A grande vantagem desse sistema é a capacidade da central eletrônica de gerenciar o melhor combustível a ser usado de acordo com a necessidade do momento. Basta ao motorista encher os cilindros de GNV e o tanque de combustível líquido para que a centralina escolha o combustível ideal de acordo com os parâmetros de torque e velocidade, entre outros.

O sistema é totalmente independente e não tem botão seletor de combustível como os instalados na lojas de conversão. O próprio sistema de gerenciamento eletrônico, fornecido pela Magneti Marelli, muda o combustível usado de modo imperceptível para o motorista.

Entretanto, como a principal função do sistema é gerar economia e menos emissões, o combustível principal lido pela centralina é o GNV, e o sistema só muda para o álcool ou gasolina quando sensores detectam a necessidade de mais torque, seja para subir ladeiras ou fazer ultrapassagens. E se alguma tubulação de GNV se romper, o sistema interrompe o abastecimento.

One Response to “Uma simples questão de matemática - Siena Tetrafuel”

  1. siena tetra fuel 2008

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